Escolaridade do prefeito

Na elaboração do ranking de cidades, a variável “escolaridade do prefeito”, foi considerada “sim” para aqueles que possuem superior completo ou pós-graduação. Neste sentido, não entramos, de forma alguma, na análise do mérito ou da possível correlação entre escolaridade (medida por anos de educação – um indicador universal) e a sua competência política. Nossa análise é muito mais objetiva e segue a melhor prática internacional.

De fato, a decisão de pontuar a escolaridade ocorreu por tratar-se de uma medida (proxy) do investimento em capital humano acumulado pelo indivíduo. Neste sentido, deve ser referenciada a contribuição de Gary Becker, economista da University of Chicago e ganhador do Prêmio Nobel em economia, em 1992. A contribuição de Becker foi instrumental na demonstração dos benefícios decorrentes do investimento em capital humano.

O Brasil é um dos países em desenvolvimento com os piores índices de capital humano do mundo, medidos através de diversos indicadores. Mais ainda, apesar das diversas iniciativas – em todas as três esferas de governo – ainda não foi capaz de vencer a enorme lacuna de desempenho em relação aos países mais desenvolvidos.

Ainda, é notório a necessidade de investimentos em educação nestas três esferas. Ora, se há a necessidade latente de educação (=escolaridade) para manter-se, inclusive, o estado democrático de direito, entendemos ser uma variável importante a ser considerada, não apenas para população em geral mas, também, para o dirigente municipal.