A Tabela a seguir apresenta o resultado do ranking de cidades, por dimensão (GL – Geral, GO – Governança, BE – Bem-estar, EC – Econômico, FI – Finanças, DO – Domicílio, SD – Saúde, ED – Educação, SE – Segurança e DI – Digital) analisada:

2014_cidades

A Tabela a seguir apresenta o ranking ordenado:

2014_cidades_ordenado
A Tabela a seguir apresenta as 10 melhores e piores cidades brasileiras segundo o ranking:

2014_bci_mep

Os gráficos abaixo ilustram o resultado do ranking, o percentual de pontos possíveis e o ranking ajustado pela abordagem Min-Máx. Nenhuma cidade superou 60 pontos, ou atingiu mais de 80,0% dos pontos possíveis.

2014_bci100_ranking

2014_bci100_pontos

2014_bci100_min-max

A tabela abaixo apresenta as estatísticas para cada uma das dimensões do ranking de cidades:

2014_bci_estatistica

O Desafio da Desigualdade

Os principais indicadores sociais no Brasil apresentam uma melhoria relevante ao longo dos últimos 20 anos, apesar da persistência de níveis de desigualdade incompatíveis com a renda e a posição do país no cenário internacional. De fato, o Brasil ainda pode ser considerado um país pobre, quando são considerados os níveis de desigualdade. Nossos índices de desigualdade e pobreza são muito elevados, mesmo em relação a padrões latino-americanos, a região com o maior grau de desigualdade no mundo.

É importante ressaltar que reduções na pobreza ocorrem apenas quando a renda dos mais pobres cresce, o que ocorre em duas circunstâncias. Primeiro, um crescimento econômico balanceado, que eleva igualmente a renda de todos os grupos. Segundo, a redução da desigualdade, que eleva a parcela da renda total apropriada pelos mais pobres e, dessa forma, aumenta a renda desse grupo, mesmo na ausência de crescimento econômico.

Além da dicotomia urbano/rural observada na maioria dos países em desenvolvimento, o Brasil também apresenta significativas disparidades regionais e locais, de bem estar (mortalidade infantil e sobrevivência), educacionais (analfabetismo e escolaridade), de acesso à infraestrutura básica (energia elétrica, água encanada, banheiro, coleta de lixo), de saúde (acesso a médicos, leitos hospitalares e unidades de pronto- socorro) e econômicas (renda e emprego).

Em particular, o sistema educacional brasileiro – na forma como estabelecido atualmente – reforça o processo de concentração de renda e aumenta a desigualdade, em vez de diminuí-la. O mesmo pode ser dito sobre o sistema de saúde.

No caso particular da desigualdade econômica, para se medir a desigualdade existente em uma distribuição de renda, existe uma ampla gama de indicadores sintéticos disponíveis na literatura. Os indicadores mais utilizados têm sido o Índice de Gini e as proporções da renda total apropriadas por certos grupos da população, como os 40% mais pobres ou os 10% mais ricos (Índice R1040). O Índice de Gini varia de 0, quando a distribuição é totalmente igualitária, a 1, caso extremo em que apenas um indivíduo detém toda a renda. Já o Índice R1040 é uma medida do grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Ele compara a renda per capita média dos indivíduos pertencentes ao décimo mais rico dessa distribuição com a renda capita média dos indivíduos pertencentes aos dois quintos mais pobres. O universo de indivíduos é limitado àqueles que vivem em domicílios particulares permanentes.

Apesar da queda acentuada da desigualdade da renda ela ainda é extremamente elevada.

Reduções na pobreza ocorrem apenas quando a renda dos mais pobres cresce, e existem dois instrumentos polares capazes de produzir tal feito. O primeiro é o crescimento econômico balanceado, que eleva igualmente a renda de todos os grupos. O segundo é a redução no grau de desigualdade, que eleva a fatia da renda total apropriada pelos mais pobres e, dessa forma, aumenta a renda desse grupo, mesmo na ausência de crescimento econômico.