A Tabela a seguir apresenta o resultado do ranking de governança corporativa, por dimensão (GL – Geral, DT – Disclosure e Transparência, CD – Conselhos e Diretoria, PC – Propriedade e Controle, DA – Direito dos Acionistas, CA – Contabilidade e Auditoria e GR – Gestão de Riscos) analisada:

2014_governança

A Tabela a seguir apresenta o ranking ordenado:

2014_governança_ordenado

Os gráficos abaixo ilustram o resultado do ranking, o percentual de pontos possíveis e o ranking ajustado pela abordagem Min-Máx (ver metodologia). Nenhuma empresa superou 62 pontos, ou atingiu mais de 83,0% dos pontos possíveis.

2014_cgi100_ranking

2014_cgi100_pontos

2014_cgi100_min-max

A tabela abaixo apresenta as estatísticas para cada uma das dimensões do ranking de governança corporativa:

2014_cgi_estatistica
A análise das informações de cada uma das empresas consideradas no CGI-100 permite algumas conclusões. Primeira, existem diversas empresas com websites muito desatualizados: em algumas, as informações disponibilizadas não são atualizadas desde 2008. Segunda, existe um grau de discrepância relevante – em muitas empresas – entre as informações disponíveis no website e aquelas apresentadas no Formulário de Referência enviado à CVM. Terceira, a qualidade da forma (“apresentação”) e do conteúdo do website também é bastante diferente: para apenas algumas empresas existe uma preocupação clara em facilitar o acesso e o entendimento das informações pelo usuário, seja ela acionista ou outra parte interessada. Quarta, o nível do disclosure e transparência das informações corporativas é bastante distinto entre as empresas, mesmo quando se quando se considere a obrigatoriedade de elaboração do Formulário de Referência: para muitas, esta elaboração é claramente exclusivamente o cumprimento de uma obrigação legal.

A conclusão geral é que apesar dos significativos avanços nas estruturas de governança corporativa das maiores empresas brasileiras de capital aberto, ainda persistem problemas associados à baixa qualidade do disclosure e transparência, da preocupação com os direitos dos acionistas e da gestão de risco. De fato, podemos concluir que existe no Brasil uma grande lacuna de desempenho em relação às melhores práticas de governança corporativa adotadas em outras jurisdições e aquelas efetivamente adotadas pelas empresas aqui estabelecidas.